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Hipnose e Insônia - da Infância a vida adulta
Terapia na Web - 21/05/2018


Continuando a série de textos relacionados ao sono, foram fornecidos alguns meios para alcançar boas noites de sono, podendo dormir rapidamente ao deitar-se na cama e/ou acordar “renovado”.
    Adentrando sobre a Insônia, além de acometer aos adultos devido à série de fatores citado no texto anterior, há casos em crianças, podendo ter até outros sintomas relacionados, como: dispneia, dor nas costas, dores abdominais, tosse, dores de cabeça e até disfunção das cordas vocais¹. Um estudo mapeou¹ esses estressores físicos e condições médicas que geralmente eram associadas à condição de insônia nas crianças com média de idade de 12 anos (amplitude de 7 – 17 anos de idade) - para exemplificação, veja a tabela do artigo mostrando os motivos associados à insônia*.
    Nesse estudo, realizaram-se algumas sessões de hipnose tendo o propósito de diminuir o período que a criança ficava acordado ao deitar-se e/ou melhorar a qualidade do sono da mesma e, por conseguinte, deixando-a mais alerta no estado de vigília durante o dia. De 75 crianças que participaram da pesquisa, 85% tiveram sucesso com uma ou duas sessões de instrução, somado a sessões de auto-hipnose em suas residências.
    Além de mostrar eficácia na melhora do sono, os participantes da pesquisa melhoram no desempenho escolar e o estresse gerado pelo mesmo. Como a qualidade do sono havia melhorado, e a auto-hipnose ensinou-os a relaxar, as crianças ficavam mais despertas durante o dia e conseguiam manter o foco pelo relaxamento necessário para atentar-se com o que era ensinado.
    Correlacionando com o cotidiano da vida adulta, a falta de atenção/concentração possui diversos agravantes, como por exemplo: maior estresse; pior relacionamento interpessoal; menor rendimento no trabalho; acúmulo de frustrações devido aos fatos anteriores; acidentes de trânsito pela fadiga aumentada; depressão.
    Digo que a insônia pode acarretar a depressão por uma série de fatores, mas exemplificando, irei correlacionar o estresse, insônia e depressão para mostrar uma situação hipotética que poderia acontecer:
   
    O estresse gerado no dia-a-dia, se não solucionado, começa a pesar, aumentando o nível de Corticoides² no corpo. Isto não é obrigatoriamente ruim, pois está relacionado à defesa no nosso organismo, no entanto, quando permanece em constante presença no nosso corpo pode gerar um maior cansaço físico, pois serve como um alerta de defesa para o corpo, deixando-o em estado de vigilância. Por conseguinte, como o corpo passa a ter dificuldade de se desligar, além de surgir pensamentos inoportunos que ficam “remoendo” o(s) problema(s), já que os mesmos não foram solucionados, acarreta na dificuldade de dormir a noite, gerando insônia.
    Essa insônia corrobora na diminuição de energia já gerada pelo estresse, além de aumenta-lo ainda mais, pois a pessoa tende a se sentir frustrada por não conseguir dormir, adicionando a frustração de não resolver o(s) problema(s) que estão a atormentar. Com essa maior indisposição, cria-se a tendência de que a pessoa: não faça exercícios; coma menos ou mais (a resposta alimentar varia de pessoa). Esses fatores estão correlacionados a produção de Dopamina, Serotonina e Noradrenalina, neurotransmissores relacionados ao bem-estar/satisfação. Dessa maneira, cria-se um déficit na produção deles, aumentando a presença do Corticoide no corpo e gerando níveis maiores de estresse.
    Com essa cadeia de fatores, a pessoa pode desenvolver a depressão exatamente por haver um esgotamento de energia, já que se vê perdido na solução de problemas. Outras probabilidades que podem surgir é o desenvolvimento de Burnout e uma ideação suicida, ou até mesmo ao ato, já que não encontra uma solução possível para seus problemas.

    Pois bem, com o caso exposto, mostra a importância que é olhar para casos de insônia, e como uma atuação de um psicoterapeuta pode colaborar. O ideal seria se houvesse uma conscientização da população acerca da Saúde Mental, e de como é importante estar atenta a ela com os menores sinais que nossos comportamentos/pensamentos nos mostram. Dito isso, essa série de artigos tem em vista um trabalho de promoção/prevenção a Saúde Mental, pois através desse texto psicoeducativo, tende-se a diminuir o risco de chegar a fatores mais agravantes para condição psíquica.
Tendo em vista também outros artigos que comprovam como a Hipnose pode ser eficaz no tratamento/combate a insônia3,4, além de outras metodologias, deixarei nessa publicação algumas outras maneiras de trabalho, além das citadas no post anterior, junto com um áudio de Hipnose.

REFERÊNCIAS

 [1] ANBAR, Ran D.; SLOTHOWER, Molly P. Hypnosis for treatment of insomnia in school-age children: a retrospective chart review. BMC pediatrics, v. 6, n. 1, p. 23, 2006.
 [2] Ballone GJ - Alterações Hormonais no Estresse - in. PsiqWeb, Internet, revisto em 2015.
 [3] GRAHAM, Kenneth R. et al. Relaxation and hypnosis in the treatment of insomnia. American Journal of Clinical Hypnosis, v. 18, n. 1, p. 39-42, 1975.
 [4] GRACI, Gina M.; HARDIE, John C. Evidenced-based hypnotherapy for the management of sleep disorders. Intl. Journal of Clinical and Experimental Hypnosis, v. 55, n. 3, p. 288-302, 2007.

Psicólogo e Hipnólogo Leonardo Garcia

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