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Treinamentos de Habilidades Psicológicas
Terapia na Web - 21/05/2018


    Como sabemos, um THP (Treinamento de Habilidades Psicológicas) incluí uma ampla variedade de aspectos possíveis a serem abordados na relação entre psicólogo-atleta, de acordo com as características de vida de cada pessoa. E parte desse processo consiste na abordagem da habilidade psicológica denominada Ativação, importantíssima para a potencialização do desempenho em uma prática esportiva ou atividade física. Ativação é uma “combinação de atividades fisiológicas e psicológicas em uma pessoa e refere-se à intensidade das dimensões de motivação em determinado momento. A intensidade da motivação ocorre ao longo de um continuum, variando de nem um pouco excitado (i.e., letargia) à completamente excitado (i.e., frenético)”¹.

    Quando há uma alta ativação, aumenta-se o batimento cardíaco, frequência respiratória e a sudorese. Em primeiro momento, embora possa parecer semelhante a ansiedade, destaca-se que a ativação conceitualmente se difere desta pelo fator positivo do efeito da excitação do corpo, e não negativo. A ativação contribuí para o envolvimento do atleta nos treinamentos e consequentemente aprimora sua performance física. No caso da ansiedade, é possível observar impedimentos tanto na parte cognitiva (como preocupação e apreensão) quanto a somática, caracterizando-se pela exacerbação dos mesmos sintomas referentes ao processo de ativação.

    A ansiedade resulta ainda em um aumento de estresse que dificulta a capacidade de foco do atleta, estreitando sua visão e aumentando o risco de lesões. Assim, além da diferença de fatores, positivo e negativo, a diferença reside também na intensidade dos sintomas. Reconhecendo a relação entre os sintomas da ativação e da ansiedade, é importante identificar no atleta sua ansiedade-estado e ansiedade-traço. Como o próprio nome diz, a primeira se refere ao estado emocional momentâneo, desencadeado por algum evento angustiante. Já a segunda se refere a um estado constante de ansiedade, em que a pessoa não identifica o fator desencadeador e passa a perceber as situações cotidianas como ameaçadoras.

    A ansiedade-estado é uma resposta natural e pode ser observada em qualquer pessoa em situações diversas, como quando o treinador aponta um erro persistente de performance ao atleta, quando uma pessoa recebe uma nota baixa em um exame, ou ainda quando recebe a mensagem “precisamos conversar” de uma pessoa importante, por exemplo. Em casos como estes, a identificação dos desencadeadores é facilitada pela relação direta entre evento-estado. Já em casos mais específicos, onde algum evento imprevisto acontece durante a atividade esportiva/física que desestabiliza o atleta, gerando um estado ansioso que atrapalha ou até mesmo interrompe a prática, a THP incluí técnicas adequadas de abordagem.

    Alguns destes sinais são: mãos frias e úmidas; necessidade de urinar frequentemente; sudorese profusa; diálogo interior negativo; olhar aturdido; tensão muscular aumentada; estômago “embrulhado”; indisposição; dor de cabeça; boca seca; doenças constantes; dificuldade para dormir; incapacidade de concentração; ou quando frequentemente se sai melhor em situações que não sejam competitivas. Já quando a ansiedade passa a se tornar parte do cotidiano do atleta e o prejudica, como um estado ansioso intenso no período de pré-temporada ou pré-campeonato, por exemplo, é necessária uma abordagem em THP mais específica e focada na ansiedade-traço, para que a pessoa tenha um bom desenvolvimento em seu esporte/atividade física. Como exemplo desta temos o teste identificatório apresentado como tabela e imagem no anexo. Já como exemplos de alternativas de abordagem da ansiedade-estado e ansiedade-traço temos a identificação, análise e aprimoramento sobre a rotina esportiva, pois um ritual bem estabelecido mantém o padrão de ativação no início de uma atividade física e tende a mantê-la como estado contínuo, e a estratégia de fazer anotações de auto percepção, que contribuí para a identificação e reconhecimento dos fatores desencadeadores de ansiedade e dos fatores que resultam em um estado de ativação que também aprimora o desempenho esportivo.

    Simultaneamente a um trabalho de auto percepção, ou autoconsciência, um ponto a ser destacado é a respiração, pois ela também expressa nosso estado emocional ansioso. Já que a respiração é um indicador, é possível que ela ajude a modificar o estado. Exemplo situacional: quando se intensifica a ansiedade, os batimentos cardíacos aceleram, provocando um aumento na respiração. No momento em que a mudança característica da respiração é percebida, a pessoa pode voltar sua atenção a ela e controlá-la, assumindo o controle e desacelerando seus batimentos cardíacos e sua respiração, revertendo o estado ansioso. Observamos então que a compreensão da ativação e de sua relação com a ansiedade permite ao psicólogo uma abordagem focada de tais características junto ao atleta/pessoa, que pode impulsionar seu desempenho e envolvimento nos treinamentos, atividades e sua performance em competições.


Em caso de interesse em um processo de THP ou dúvidas, entre em contato. Estamos à sua disposição, pois sua meta também é a nossa!


Fonte: [1] WEINBERG, R. S. & GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício. Ed. Artmed, 4ª ed, 2008.

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